''Apos algumas horas acordo novamente em meu leito
com a esperança de q tudo tenha sido apenas um sonho porem
ao olhar para minhas vestes vejo que estou com a mesma roupa q havia posto para ir ao jardim assustado chamei a criada e pergunto-lhe:
-acaso sabes por qual razão encontro-me nestes trajes?
uma expressão de espanto toma sua face ao ouvir minha pergunta responde-me: - desculpe-me senhor, mas o senhor deveria saber... hoje pela manha saiu as pressas para o jardim ainda em jejum ficaste quase toda manha por lá e nos lhe encontramos desacordado nas raízes da árvore q fica perto do banco do jardim...
não se lembra?
e eu ainda mais assustado respondo-lhe:
-não, não consigo lembrar-me.
a criada agora mais tranqüila ajeita meu leito e diz:
-descanse um pouco senhor deves ter batido a cabeça na queda.
e retira-se do quarto. ainda espantado com o que aconteceu-me e bastante confuso decido olhar para a janela na qual eu havia visto aquela misteriosa figura naquela noite ao direcionar meu olhar a janela a mesma se abre repentinamente e um vento forte invade o quarto junto com ele um cheiro suave de flores do campo mas logo o vento cessa e as janelas fecham-se novamente
ainda mais espantado do que antes eu tinha agora certeza de que aquele jardim não havia sido um devaneio ou sonho porem encontrava-me ainda muito fraco e decidi dormir pois já se passavam das 10 da noite e pela manha eu procuraria os vestígios do jardim secreto
adormeci e sonhei com o jardim misterioso quando a noite já se despedia e novamente os primeiros raios de sol surgiam fui acordado por uma voz doce cantando uma estranha musica
e ao abrir os olhos vejo novamente a silhueta esguia que pensei ter visto na janela no dia anterior
desta vez olha olhava-me como que encantada ao ver-me dormir um sorriso doce tomava seu belo rosto, ela olhou-me abriu a janela e saltou...
estávamos em um dos andares mais altos da casa
levantei-me depressa para ver o que havia acontecido com a bela dama e ao olhar para fora da janela não vejo se quer uma alma viva então decido descer e ir até o jardim o dia anterior havia facilitado minhas tarefas esta manha pois havia adormecido com o mesmo traje do ontem, desci as escadarias silenciosamente e abri a porta devagar para que nenhum criado suspeitasse de minhas escapadas até o jardim secreto.
sentei-me no banco da velha árvore e esperei um raio de sol tocar a porta secreta na cerca viva
esperei pacientemente ate que consegui ver novamente a antiga porta, dirigi-me ate a entrada desci a escada no solo e me espremi na abertura da antiga porta, a mesa em ruínas estava como da ultima vez.. abandonada com todas as xícaras e talheres no mesmo lugar andei ate a fonte
e da fonte ate o velho portão então para meu e completo espanto a pesada corrente q mantinha o portão trancado encontrava-se no chão ao lado do antigo portão, então abri vagarosamente o portão que rangia horrivelmente, deparei-me com uma espécie de cripta de mármore negro onde se lia:
Á bela Amy Martremont amada esposa.
em uma das extremidades da cripta havia uma fotografia muito antiga em um porta-retrato coberto de poeira e teias de aranha limpei um pouco da poeira com a mão e vi o rosto gravado um frio congelante tomou conta de minha espinha quando olhei para aquele rosto em cima do tumulo pois aquele era o corpo que descansava na cripta de mármore negro pois aquele era o corpo que descansava na cripta de mármore negro aquele rosto era da bela figura que me visitara nas ultimas noites aquela era Amy martremont um cadáver um fantasma espantado com o que via não podia mover-me por alguns instantes quando recuperei-me de meu estado de pânico percebi outras criptas e túmulos então me dei conta de onde estava aquele belo vale era um cemitério medieval noto muitos outros retratos da mesma época que aquele então noto uma cripta q antes não havia visto ao lado da cripta de Amy um tumulo simples sem inscrição nem retrato apenas um singela frase onde se lia... '' aqui enterro meus sonhos'' em cima do singelo tumulo havia um livro muito velho de paginas corroídas pelo tempo com uma capa negra e também coberta de poeira peguei-o e limpei um pouco da poeira q tudo cobria por lá e li então na negra capa já quase apodrecida, Amy Martremont era tudo o que podia se ler abri então o livro e vi q se tratava de um diário fechei-o novamente e o coloquei dentro de meu casaco''.