sábado, 1 de setembro de 2007

O casamento

Eu me encontrava deitado em meu leito já quase adormecido Quando o silencio profundo da noite Foi rasgado por um grito alucinante que me congelou a espinha E me despertou imediatamente Assustado olhei a minha volta e encontrei meu quarto totalmente vazio E o silencio recuperado sem o mínimo registro de eco ou coisa parecida Talvez minha mente pregara-me uma peça Pois me encontrava entorpecido de um estado de sono leve Porem não conseguia tirar aquele grito alucinado de minha cabeça Pois o pavor ainda me dominara Após um longo tempo em silencio O sono volta a tormar-me E adormeço no mais profundo sono Durante a noite, calmamente relaxado em meu leito ainda dormia quando senti em perfume de flores do campo frescas como apos uma chuva leve de verão e ouço estranhamente uma voz doce a me chamar pelo nome Hipnotizado por aquela sensação sinto derrepente algo tocar-me Algo parecido com uma mão feminina.. tocava-me o rosto como se quisesse acariciar-me Repentinamente esse leve toque torna-se frio e rígido como o de um cadáver fresco Desperto de meu sonho e deparo-me com uma das janelas do quarto aberta e uma silhueta esguia a observar a noite O vento balançava as cortinas e os cabelos longos da figura a frente da janela Assustado esfrego os olhos duvidando da realidade apresentada e ao abrir os olhos a figura havia desaparecido ainda mais assustado pois a janela continuava aberta e o vento a balançar as cortinas já se passava a densa madrugada e o sol começava a rugir no horizonte vesti-me e desci as escadarias ... fui direto ao jardim... onde os raios mas leves e sutis iluminavam a manha e as flores por esta falha a luz passava notoriamente com se houvesse uma porta uma pequena porta levanto-me calmamente do banco em que encontrava-me sentado e dirigi-me a falha que eu avistara há pouco e descubro uma abertura no solo com uma escada no chão q descia até a porta por onde os raios do sol passavam encontro lá uma porta entreaberta feita de madeira já corroída pelo tempo com uma pesada fechadura antiga e enferrujada empurro vagarosamente a pesada porta a mesma range ruidosamente deparo-me com um jardim abandonado coberto de folhas arrancadas pelo outono e galhos secos estirados sobre bancos uma mesa posta como a de um casamento q não se realizou xícaras, pratos, talheres, copos, e até uma garrafa de vinho ainda fechada, tudo fora deixado com se acabassem de sair intacto como se todos os convidados desse casamento ou festa houvessem saído a poucos instantes porem os utensílios sobre a mesa tinham um aspecto de ruína sobre a mesa havia uma escultura de dois noivos aparentemente apaixonados onde se lia duas iniciais H e A mais adiante do jardim abandonado havia uma clareira com uma fonte no meio decidi ir até esta fonte cruzei o espaço onde se encontrava a mesa em ruína e andei até a fonte observava a bela escultura no topo da fonte quando noto um portão enferrujado e antigo estrategicamente posto em uma extremidade da clareira contudo mesmo antigo o portão não correspondia a época dos outros objetos do jardim e da própria casa parecia ser mais antigo e apesar de ser um portão não se conseguia ver o que o mesmo guardava havia uma escuridão densa como se houvesse um muro ou alguma construção no local então decidi ir ver o que o velho portão ocultava caminhei até o portão e notei que a fechadura havia sido estourada e havia uma corrente pesada para q o mesmo permanecesse trancado então coloquei minha mão sobre a corrente a fim de puxá-la e destrancar o portão assim q coloquei a mão sobre a corrente ouvi uma musica tocada por uma orquestra virei-me e vi o jardim da fonte como se houvesse voltado no tempo havia pessoas dançando e a mesa em ruínas também estava impecavelmente bela e com um belo bolo de casamento perfeitamente decorado espantado retiro a mão da corrente e perco os sentidos.

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