Eu me encontrava deitado em meu leito já quase adormecido
Quando o silencio profundo da noite
Foi rasgado por um grito alucinante que me congelou a espinha
E me despertou imediatamente
Assustado olhei a minha volta e encontrei meu quarto totalmente vazio
E o silencio recuperado sem o mínimo registro de eco ou coisa parecida
Talvez minha mente pregara-me uma peça
Pois me encontrava entorpecido de um estado de sono leve
Porem não conseguia tirar aquele grito alucinado de minha cabeça
Pois o pavor ainda me dominara
Após um longo tempo em silencio
O sono volta a tormar-me
E adormeço no mais profundo sono
Durante a noite, calmamente relaxado em meu leito ainda dormia quando senti em perfume de flores do campo frescas como apos uma chuva leve de verão e ouço estranhamente uma voz doce a me chamar pelo nome
Hipnotizado por aquela sensação sinto derrepente algo tocar-me
Algo parecido com uma mão
feminina.. tocava-me o rosto como se quisesse acariciar-me
Repentinamente esse leve toque torna-se frio e rígido como o de um cadáver fresco
Desperto de meu sonho e deparo-me com uma das janelas do quarto aberta e uma silhueta esguia a observar a noite
O vento balançava as cortinas e os cabelos longos da figura a frente da janela
Assustado esfrego os olhos duvidando da realidade apresentada
e ao abrir os olhos a figura havia desaparecido
ainda mais assustado pois a janela continuava aberta
e o vento a balançar as cortinas
já se passava a densa madrugada
e o sol começava a rugir no horizonte
vesti-me e desci as escadarias ...
fui direto ao jardim... onde os raios mas leves e sutis iluminavam a manha e as flores
por esta falha a luz passava notoriamente com se houvesse uma porta
uma pequena porta
levanto-me calmamente do banco em que encontrava-me sentado e dirigi-me a falha que eu avistara há pouco
e descubro uma abertura no solo com uma escada no chão q descia até a porta por onde os raios do sol passavam
encontro lá uma porta entreaberta
feita de madeira já corroída pelo tempo com uma pesada fechadura
antiga e enferrujada
empurro vagarosamente a pesada porta
a mesma range ruidosamente
deparo-me com um jardim abandonado
coberto de folhas arrancadas pelo outono
e galhos secos estirados sobre bancos
uma mesa posta como a de um casamento
q não se realizou
xícaras, pratos, talheres, copos, e até uma garrafa de vinho ainda fechada,
tudo fora deixado com se acabassem de sair intacto
como se todos os convidados desse casamento ou festa houvessem saído a poucos instantes
porem
os utensílios sobre a mesa tinham um aspecto de ruína
sobre a mesa havia uma escultura de dois noivos aparentemente apaixonados onde se lia duas iniciais H e A
mais adiante do jardim abandonado havia uma clareira com uma fonte no meio
decidi ir até esta fonte
cruzei o espaço onde se encontrava a mesa em ruína
e andei até a fonte
observava a bela escultura no topo da fonte quando noto um portão enferrujado e antigo
estrategicamente posto em uma extremidade da clareira
contudo mesmo antigo
o portão não correspondia a época dos outros objetos do jardim e da própria casa
parecia ser mais antigo
e apesar de ser um portão não se conseguia ver o que o mesmo guardava
havia uma escuridão densa como se houvesse um muro ou alguma construção no local
então decidi ir ver o que o velho portão ocultava
caminhei até o portão e notei que a fechadura havia sido estourada e havia uma corrente pesada para q o mesmo permanecesse trancado
então
coloquei minha mão sobre a corrente a fim de puxá-la e destrancar o portão
assim q coloquei a mão sobre a corrente ouvi uma musica tocada por uma orquestra
virei-me e vi o jardim da fonte
como se houvesse voltado no tempo havia pessoas dançando
e a mesa em ruínas também estava impecavelmente bela
e com um belo bolo de casamento perfeitamente decorado
espantado retiro a mão da corrente e perco os sentidos.

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