domingo, 26 de agosto de 2007

MINHA CULPA

Desconheço os códigos dos vivos e pulo as valasos túmulos para despistar a morte.Sou no engenho do mundo a roldana que não faz esforço algum: – basta o vento tocar em mim. A quem pertenço? – Não sei. Nenhum tempo renovei com palavras e nem desculpas pedipelo tempo que perdi em silêncio. A morte entalha meu rosto e me falta nos ombros a canga e nos lábios a senha para ultrapassar o limiar da porta. No engenho do mundo sou unia dor gravada nos dentes das sentenças:– sou culpado.

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